
Episode #70
Guerras Culturais: A invenção da imprensa ajudou à disseminação das ideias (e à censura) no século XVI
No episódio anterior, Rui Tavares mostrou como as guerras culturais se ancoram no confronto entre identidades, valores e narrativas, e como a invenção da imprensa revolucionou a forma de contar, difundir e disputar ideias. Neste episódio, a história continua a partir das indulgências e da Reforma Protestante, um dos primeiros grandes exemplos de uma divisão cultural amplificada por uma revolução tecnológica. À medida que a imprensa acelerava a circulação de textos, imagens e polémicas, cresciam também a polarização, a censura e a propaganda. A ansiedade perante a sobrecarga informativa, que hoje associamos às redes sociais e ao mundo digital, acompanhou também os primeiros séculos da imprensa: nos séculos XVI, XVII e XVIII, muitos acreditavam que existia informação a mais, livros a mais, e que ninguém conseguia acompanhar tudo o que era publicado. Entre Lutero, Erasmo, a Bíblia Poliglota e os primeiros fenómenos de comunicação de massas, este episódio aprofunda a relação entre guerras culturais e tecnologia, mostrando como as revoluções da comunicação não mudam apenas a forma de transmitir ideias. Mudam também a forma como pensamos, escolhemos lados e imaginamos o mundo. Lista de obras musicais utilizadas neste episódio: Debussy - Petite Suite Menuet Vivaldi ‌- Gnossiene No.1 (Satie), Laurent Dury Lee John Gretton - Knowing Half the Future Giovanni Paolo Picchi - Canzon Quinta Georges Delerue - Gaillarde et air Steven Johh Carter - The Passing of Time Georges Delerue - Lamento See omnystudio.com/listener for privacy information.






