
MIT Sloan Review Brasil
EP 29 | Bruno Porto, PwC: 600 milhões de vidas, dados fragmentados: o maior obstáculo da IA na saúde
Neste episódio de O Futuro Vem do Futuro, Leandro Costa conversa com Bruno Porto, da PwC Brasil, sobre o que muda quando alguém que passou duas décadas na área tributária decide entender a saúde a partir de quem está no hospital todos os dias. Bruno conta como trocou as reuniões com finanças por conversas com diretores médicos e enfermeiras-chefes, e como isso o levou a missões no Chile, em Israel e na China. A conversa se organiza em torno de um diagnóstico: a saúde ainda não passou pelo ganho de escala que varejo e serviços financeiros viveram na última década. Os dados do paciente estão espalhados entre operadoras, hospitais, laboratórios e startups, e a IA aplicada sobre esse cenário gera melhorias pontuais, sem mudar o acesso nem o custo para quem usa o sistema. No ângulo de liderança, Bruno separa o que a IA já entrega, como o apoio à radiologia e à análise de exames, do que continua dependendo de gente: julgamento, responsabilidade e empatia. Ele defende que o erro cresce quando a empresa troca pessoas por ferramenta sem redesenhar o processo, num momento em que wearables e big techs começam a disputar os dados que o setor ainda não organizou. Ao longo do episódio, você vai ouvir reflexões sobre: - Modelos de financiamento da saúde no Chile, na Inglaterra e na China - Tomografia portátil e a esteira entre universidade e startup em Israel - Gestão de fila e agendamento como primeiro uso de tecnologia - As 60 startups que somavam 600 milhões de vidas em suas bases - Wearables, prevenção e a disputa pelos dados do paciente Três decisões para líderes que querem começar agora Uma conversa para executivos de saúde e para líderes de qualquer setor que precisam decidir onde a IA entra antes de decidir qual ferramenta comprar.

