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Trump BARRA CNN. Dá para censurar sem apagar uma única palavra?
Donald Trump trava uma nova batalha com alguns dos maiores veículos de imprensa dos Estados Unidos.CNN, MS NOW e Politico enfrentam restrições de acesso à Casa Branca depois de críticas públicas do presidente à cobertura realizada por esses veículos. A disputa chegou à Justiça e um juiz federal determinou temporariamente o restabelecimento das credenciais. Mesmo assim, a CNN voltou a ser retirada de funções específicas da cobertura presidencial. Ao mesmo tempo, o governo dos Estados Unidos destinou US$ 20 milhões em recursos públicos para uma campanha nacional de anúncios estrelados por Donald Trump.Os comerciais falam em “era de ouro”, comunismo e “Estado profundo”. Um deles é muito parecido com material utilizado pela campanha de Trump em 2024. Todos terminam informando que foram pagos pelo governo dos Estados Unidos. E surge uma ironia difícil de ignorar.Parte dessa publicidade foi exibida justamente na CNN e na MS NOW, duas redes que enfrentam a Casa Branca por acesso à cobertura presidencial. Dados citados pelo Washington Post registraram inserções nas duas emissoras.Neste vídeo do Canadá Diário, mostramos como funciona essa disputa por acesso, quem decide quais câmeras acompanham o presidente, de onde saiu o dinheiro para os anúncios e por que parlamentares e especialistas passaram a questionar o uso desses recursos.Também discutimos uma questão que atinge diretamente o jornalismo independente e os criadores digitais: em um mundo controlado por sistemas automáticos de distribuição, publicar uma informação ainda garante que ela chegará ao público?Um conteúdo pode continuar disponível, sem punição formal, e mesmo assim praticamente desaparecer das recomendações.Acesso, distribuição, imprensa, poder político e liberdade de expressão estão cada vez mais ligados.Assista até o final e conte nos comentários se você percebeu mudanças na frequência com que os conteúdos do Canadá Diário aparecem para você.Fontes principais: Reuters, Associated Press, Washington Post e Guardian.






